quinta-feira, 13 de junho de 2024

Programa Leite Bom SC entra na fase de elaboração de projetos para financiamento de investimentos no meio rural

 As medidas voltadas aos financiamentos e subvenção de juros do Programa Leite Bom Santa Catarina, por meio do Pronampe Leite SC e Financia SC Leite, estão em operação no Estado. Os produtores já receberam as orientações nos escritórios locais da Epagri e agora a fase é de elaboração dos projetos para acessar esses programas, que irão tramitar pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR).

O leite representa 13,1% do valor da produção agropecuária estadual de Santa Catarina (Foto: Divulgação/SAR)

O Programa Leite Bom SC foi lançado em abril deste ano pelo Governo do Estado. O objetivo é beneficiar direta ou indiretamente os 22,2 mil produtores catarinenses e garantir R$300 milhões em apoio ao setor nos próximos três anos. Consiste em um pacote de medidas divididas em três ações: o decreto para suspender a concessão de incentivos fiscais na importação de leite e derivados por Santa Catarina, os financiamentos aos produtores e os incentivos fiscais para a indústria leiteira.

Os dois programas de financiamento e subvenção de juros do Programa Leite Bom SC são o Pronampe Leite SC e o Financia SC Leite, operacionalizados pela SAR e Epagri. O cronograma de pagamento prevê o início do repasse dos recursos para julho e a distribuição dos investimentos será proporcional ao número de produtores de leite de cada município. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva, com investimento de R$ 150 milhões em três anos.

 ”O leite representa 13,1% do valor da produção agropecuária estadual, somos o 4º produtor nacional de leite com 3,2 bilhões de litros por ano, por isso buscamos formas de incentivar toda a cadeia produtiva para manter a qualidade, ampliar os incentivos e potencializar a produção”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

O Pronampe Leite SC é voltado para investimentos na melhoria dos processos produtivos leiteiros, entre eles melhoramento genético, benfeitorias, instalações, humanização do trabalho e qualidade do leite. Consiste na subvenção de juros de 5% nos financiamentos agropecuários. O limite de enquadramento é de R$ 100 mil com prazo de até oito anos para pagamento da subvenção. Ele é destinado aos produtores enquadrados no Pronaf e Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural).

A estimativa é que esse programa atenda 5 mil produtores de leite (22% do setor). O valor total de apoio do Governo do Estado é de R$ 67,5 milhões, com estimativa de valor alavancado na economia de R$ 300 milhões.  Por exemplo, o produtor que acessar o limite de R$ 100 mil terá o benefício da redução de juros de R$ 22,5 mil em oito anos.

O Financia SC Leite é voltado a investimentos no sistema produtivo leiteiro por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e vai atender os produtores que se enquadram no Pronaf. O programa oferece empréstimo de até R$ 40 mil por produtor, sem juros e com subvenção de 30%, o que significa um abatimento de até R$ 12 mil no empréstimo. O prazo de pagamento é de cinco anos.

A estimativa é beneficiar 2,2 mil produtores somente com essa linha de financiamento (10% do setor). Para esse apoio, o Governo do Estado/SAR/FDR irão destinar R$ 82,5 milhões, em três anos. O retorno da subvenção, estimado em R$ 57,75 milhões, será destinado à criação de um fundo para o setor do leite.

Pacote de ações do Programa Leite Bom SC
Em abril, o Governo do Estado publicou decreto  para suspender a concessão de incentivos fiscais na importação de leite e derivados por Santa Catarina.  A nova regra entrará em vigor no próximo mês de julho, com efeitos até 31 de julho de 2025.

Em outra frente, o Governo do Estado também enviará projeto à Assembleia Legislativa para garantir incentivos fiscais à agroindústria leiteira de Santa Catarina, o que na prática ajuda a equacionar a competitividade do setor.  O projeto está sendo elaborado. Serão R$ 150 milhões, concedidos de maneira escalonada, a partir da aprovação da legislação pelos deputados estaduais. Serão R$ 75 milhões no primeiro ano, R$ 50 milhões no segundo e outros R$ 25 milhões no terceiro.

Informações à imprensa:

Andréia Cristina Oliveira

Assessoria de Comunicação / Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária

imprensa@agricultura.sc.gov.br / Fone: (48) 3664-4393

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Santa Catarina celebra 17 anos como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e se mantém como referência em saúde animal e defesa agropecuária

Foto: Dedsa/Cidasc

Uma das maiores conquistas da pecuária catarinense foi a histórica conquista do status de Área Livre de Aftosa sem Vacinação no Estado. 
O Estado de Santa Catarina celebra, neste sábado (25/05), uma das suas maiores conquistas na pecuária: 17 anos desde o reconhecimento internacional como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). Este status sanitário diferenciado, obtido em 2007, foi fundamental para que o Estado se consolidasse como o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, abrindo portas para os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

A obtenção do status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação assegura a Santa Catarina uma posição de destaque na exportação de carne suína e bovina. Atualmente, os produtos catarinenses são comercializados em mais de 150 países, com os embarques de produtos de origem animal representando 38% do comércio internacional do Estado. O governador Jorginho Mello ressaltou a importância dessa conquista: “a segurança dos nossos rebanhos é o diferencial que colabora para a conquista de mercados nacionais e internacionais. O setor agropecuário é estratégico para a economia de Santa Catarina e por isso vamos continuar investindo nesse grande trabalho feito pela Cidasc”, frisa Jorginho Mello.

“Esse reconhecimento é resultado do trabalho de longo prazo de produtores, técnicos públicos e privados, cooperativas e indústrias, que tiveram visão de futuro e agora Santa Catarina colhe os frutos com produtos de excelência. Esse status é mantido pelo compromisso do nosso Estado e dos produtores com a vigilância e com as medidas de prevenção. Temos um sistema de Defesa Agropecuária de alta credibilidade por meio da Cidasc, somos referência nacional e internacional em sanidade e atendemos os mercados mais exigentes”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Santa Catarina foi pioneira na erradicação da Febre Aftosa no Brasil. O combate à doença começou em 1952, após a criação da Secretaria da Agricultura e a implantação do Serviço de Defesa Sanitária Animal. A vacinação dos bovinos foi mantida até o ano 2000, onde a participação de vacinadores do Programa Agulha Oficial foi fundamental para que a doença não fosse mais identificada em propriedades de Santa Catarina. O último foco de Febre Aftosa em Santa Catarina foi registrado em 1991, e o último caso oficialmente registrado no Estado foi em 1993, em animais provenientes de fora do território catarinense.

O marco histórico aconteceu em 25 de maio de 2007, quando representantes do Governo do Estado receberam, em Paris, o certificado de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação durante a 75ª Assembleia Geral da antiga OIE (atual Omsa). Desde então, Santa Catarina se mantém sem focos da doença, alcançando 31 anos sem registros.

31 anos sem um foco da doença


O último foco de febre aftosa em Santa Catarina ocorreu em 1993 e a partir de 2000 foi suspensa a vacinação contra a doença. O marco histórico aconteceu em 25 de maio de 2007, quando representantes do Governo do Estado receberam, em Paris, o certificado de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação durante a 75ª Assembleia Geral da antiga OIE (atual Omsa). Desde então, Santa Catarina mantém-se sem focos da doença, alcançando 31 anos sem registros.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, destaca que a manutenção do status sanitário por 17 anos é resultado de ações importantes do Governo de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, e do profissionalismo de todos os médicos-veterinários e demais técnicos da companhia junto aos produtores rurais, além de entidades públicas e privadas ligadas ao setor produtivo.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, destaca o trabalho contínuo e dedicado que levou à manutenção desse status sanitário por 17 anos: “O trabalho incansável realizado há décadas em Santa Catarina, resultado de ações importantes do Governo de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, e do profissionalismo de todos os médicos-veterinários e demais técnicos da companhia junto aos produtores rurais, além de entidades públicas e privadas ligadas ao setor produtivo, resultou na conquista do certificado internacional de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Podemos afirmar que Santa Catarina é parte da elite sanitária no mundo. Esta conquista nos tornou o estado que mais produz e exporta carne suína no Brasil e vendemos para os mercados que melhor remuneram, como Japão e Coreia do Sul, por conta desta sanidade animal”, comemora.

Manutenção do status sanitário


A Cidasc é o órgão oficial responsável pela defesa agropecuária em Santa Catarina, e empenha-se, diariamente, para que o status sanitário de excelência seja mantido, por meio de programas de sanidade animal, do serviço de inspeção de produtos de origem animal e da fiscalização agropecuária realizada nos 56 postos de fiscalização fixa, que a companhia mantém na fronteira com a Argentina e nas divisas estaduais, que funciona o ano inteiro, 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir um dos maiores patrimônios do Estado: a sanidade agropecuária de Santa Catarina. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados. 

“A rastreabilidade é uma ferramenta poderosa para as ações em Defesa Sanitária Animal, com a possibilidade de identificarmos as movimentações dos animais de forma individualizada, podendo-se saber ‘por onde’ cada animal passou e onde pode ter contraído ou ‘deixado’ alguma doença. Todo esse processo traz resultados positivos, podemos aplicar ao controle das doenças, também vem se estabelecendo como importante fator na disputa por mercados, e, novamente, Santa Catarina já está um passo à frente”, comenta Celles.

Em Santa Catarina não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados que não tenham o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação. Para que os produtores tragam bovinos, ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que seja notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Saiba mais sobre a Zona Livre de Febre Aftosa
A primeira Zona Livre de Febre Aftosa com Vacinação foi implantada em 1998 e envolveu o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em 2000 e 2001, foram registradas reintrodução do vírus da Febre Aftosa no Rio Grande do Sul, que decidiu pelo retorno da vacinação, já Santa Catarina reforçou a fiscalização nos Postos de Fiscalização Agropecuários, nas divisas e se manteve no propósito de erradicar a doença e não vacinar o rebanho. Em 2007, a Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) reconheceu a Primeira Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação do país – o Estado de Santa Catarina, que se mantém até hoje.

O mês de maio, conforme a Lei Estadual n.º 18.825, de 09 de janeiro de 2024, é dedicado à Promoção da Saúde dos Animais de Produção e dos Vegetais, em Santa Catarina, e se deve muito ao marco da certificação da Febre Aftosa, em Santa Catarina. E da estrutura, que o governo mantém (profissionais, laboratórios, equipamentos especializados, postos fixos de fiscalização agropecuários, educação sanitária realizada nas escolas e nas universidades), que a Certificação de Zona Livre de Febre Aftosa seja mantida e os negócios da pecuária catarinense continuem prósperos e exemplares. Para encerrar a programação, no dia 27 de maio (segunda-feira), às 08h, a Cidasc promoverá o Fórum Anual de Febre Aftosa, no auditório da Defesa Civil de Santa Catarina, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. O evento é voltado para toda a sociedade.

+Lei Estadual n.º 18.825, de 09 de janeiro de 2024
Fica instituído o mês de maio, como aquele dedicado às ações de promoção da sanidade animal de produção e vegetal em Santa Catarina, com ênfase na conscientização sobre as Doenças de Notificação Compulsória (DNC).

Sobre a Omsa
Organização Mundial de Saúde Animal, conhecida anteriormente como OIE (devido a ter sido fundada em 1924 com o nome Office International des Epizooties), passou a assumir como acrônimo Omsa ou, em inglês, Woah (World Organisation for Animal Health).

Mais informações à imprensa:
Alessandra Carvalho
Assessoria de Comunicação – Cidasc
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Santa Catarina celebra nove anos de certificação como Zona Livre de Peste Suína Clássica (PSC)

Foto: Ascom/Cidasc.

Este reconhecimento se soma ao título de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.


Santa Catarina, referência internacional em sanidade animal, comemora nove anos desde que foi certificada como Zona Livre da Peste Suína Clássica (PSC) pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa), em 28 de maio de 2015. Este reconhecimento se soma ao título de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, recebido em 2007, trazendo benefícios significativos para a saúde pública e a economia catarinense. As certificações evidenciam a excelência da produção agropecuária do estado, resultado de um esforço conjunto do Governo de Santa Catarina, através da Secretaria de Estado da Agricultura (SAR), da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), e do setor produtivo para erradicar doenças.


Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil, com acesso aos mercados mais competitivos do mundo. A Cidasc, órgão responsável pela defesa agropecuária no Estado, trabalha incessantemente para manter o status sanitário diferenciado por meio de programas de sanidade animal, inspeção de produtos de origem animal e fiscalização agropecuária.


O trabalho integrado da Cidasc com toda a cadeia produtiva transformou a vida dos agricultores, promoveu o desenvolvimento do agronegócio e impulsionou a competitividade dos produtos agropecuários de Santa Catarina.


Um dos pilares fundamentais para a manutenção da sanidade agropecuária é a fiscalização de veículos e cargas nas divisas do estado e em barreiras móveis nas estradas. A Cidasc mantém 56 postos de fiscalização fixos, funcionando 24 horas por dia, 7 dias por semana, para garantir a sanidade agropecuária do estado, considerado um dos maiores patrimônios de Santa Catarina.


A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destaca que além dos controles sanitários atuais, as ações inovadoras dos profissionais da Cidasc também contribuíram para grandes conquistas, servindo de modelo para outros estados. Entre essas ações, estão a identificação e rastreabilidade bovina, ser o primeiro Estado Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e a Educação Sanitária, presente na educação de mais de 15 mil crianças no Estado.


“Para obter a certificação de Zona Livre da Peste Suína Clássica (PSC), o agronegócio catarinense precisou adotar práticas sistemáticas de sanidade em toda a cadeia produtiva, e essas práticas precisam continuar para manter a conquista. A integração com os produtores, com as cooperativas, sindicatos e agroindústrias e a educação sanitária são decisivos para a proteção e promoção da sanidade do rebanho”, frisa Celles Regina de Matos.


Ela ressalta ainda que é nas propriedades que os produtores rurais identificam os primeiros sintomas da doença e comunicam à Cidasc. “Todos os entes da cadeia produtiva desempenham um papel crucial no desenvolvimento agropecuário. A qualidade técnica e administrativa representada pela força de trabalho é outro fator preponderante para a eficácia dos resultados alcançados até hoje”, complementa a presidente da Cidasc.


Notificação de casos suspeitos é obrigatória

A Peste Suína Clássica (PSC) é uma doença viral altamente contagiosa e sem cura, que afeta porcos e javalis. Embora não haja registro de casos nos plantéis catarinenses há mais de 25 anos, os produtores devem estar atentos aos sinais e comunicar casos suspeitos ao escritório da Cidasc mais próximo. É importante considerar que existem estados no país onde essa doença ainda acontece.


O mês de maio, conforme a Lei Estadual n.º 18.825, de 09 de janeiro de 2024, é dedicado à Promoção da Saúde dos Animais de Produção e dos Vegetais, em Santa Catarina, é fortemente marcado pela certificação da Febre Aftosa no Estado. A infraestrutura mantida pelo governo, com profissionais qualificados, laboratórios, equipamentos especializados, postos fixos de fiscalização agropecuária e a educação sanitária, assegura a manutenção das certificações de Zona Livre de Febre Aftosa e de Peste Suína Clássica (PSC), garantindo a prosperidade e exemplaridade da pecuária catarinense.


Sintomas

Os sintomas da Peste Suína Clássica (PSC) incluem manchas vermelhas no corpo do animal, febre alta, andar cambaleante, diminuição do apetite, aborto, morte dos filhotes recém-nascidos e alterações no cio das fêmeas.


Prevenção

A prevenção começa com a compra de animais certificados para reprodução e o controle de trânsito dos animais. Todos os animais devem ser identificados, garantindo a rastreabilidade da propriedade até o local do abate. É fundamental observar boas práticas de manejo, como a alimentação adequada, sendo proibido alimentar os porcos com restos de alimentos, e o controle de javalis, espécie invasora que pode ser portadora da Peste Suína Clássica (PSC) e que, estando próximo das pocilgas e criações dos suínos domésticos, podem transmitir a doença.


+Lei Estadual n.º 18.825, de 09 de janeiro de 2024

Fica instituído o mês de maio, dedicado às ações de promoção da sanidade animal de produção e vegetal em Santa Catarina, com ênfase na conscientização sobre as Doenças de Notificação Compulsória (DNC).


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terça-feira, 21 de maio de 2024

Curiosidades sobre as abelhas: conheça esses insetos responsáveis pela nossa sobrevivência

 Elas são minúsculas, mas têm uma tarefa grandiosa: sem as abelhas, a produção de alimentos no mundo estaria comprometida. O papel desses insetos no planeta é fundamental para a nossa sobrevivência e é por isso que, em 20 de maio, se comemora o Dia Mundial das Abelhas. “Preservar as abelhas é preservar o meio ambiente, a produção de alimentos, a economia sustentável e a vida da humanidade”, resume Rodrigo Durieux da Cunha, coordenador de apicultura na Epagri. Venha descobrir 7 curiosidades sobre as abelhas:

1 – Elas ajudam a garantir a vida no planeta
As abelhas prestam um serviço fundamental para a humanidade e a biodiversidade, pois são responsáveis pela polinização de aproximadamente 73% das plantas no mundo.

2 – Elas são parceiras da agricultura
Sem polinização, não temos produção de alimentos. Em Santa Catarina, o impacto econômico da apicultura vai muito além da produção de mel. Ele se reflete no ganho de produtividade de culturas como maçã, pera e ameixa, graças ao trabalho de polinização das abelhas.

As abelhas são responsáveis pela polinização de mais de 70% das plantas do mundo (Foto: Aires Mariga)


3 – O Brasil tem mais de 1,5 mil espécies de abelhas descritas
Embora a primeira imagem que muitos têm de abelha seja da espécie africanizada, a Apis melífera, o Brasil conta com mais de 1,5 mil espécies descritas. E são as abelhas nativas sem ferrão as principais polinizadoras das matas brasileiras, contribuindo com a reprodução de 30% a 80% das espécies de plantas, dependendo do tipo de bioma.

4 – É possível criar abelhas sem ferrão
Em Santa Catarina, a meliponicultura, que é a criação racional das abelhas nativas, vem se popularizando na agricultura familiar com apoio da Epagri. A Empresa desenvolve diversas ações para a preservação, o manejo e a multiplicação das espécies sem ferrão, em um trabalho que resulta, anualmente, na introdução de milhares de abelhas nativas no Bioma Mata Atlântica. Já são mais de 6 mil famílias rurais catarinenses que têm na meliponicultura uma fonte de renda complementar.

Criação de abelhas nativas está se popularizando em Santa Catarina (Foto: Rafael Censi)


5 – Abelha não produz só mel
Criar abelhas ainda se destina à produção de própolis, pólen, geleia real e apitoxina. Esses produtos servem de matéria-prima para as indústrias farmacêuticas, alimentícias e cosméticas e geram renda para milhares de famílias apicultoras.

6 – O néctar não é a única matéria-prima do mel
Um exemplo disso é o mel de melato da bracatinga. Ele é resultado de um fenômeno que ocorre somente em anos pares no Planalto Sul brasileiro: é quando um inseto chamado cochonilha se alimenta da seiva da bracatinga, deixando no tronco um líquido adocicado, o melato. Com ele, as abelhas produzem um mel único, mais escuro, menos doce que o mel floral e com propriedades medicinais. Em 2021, o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul brasileiro conquistou uma Indicação Geográfica (IG).

Com o líquido que a cochonilha produz ao se alimentar da seiva da bracatinga, as abelhas produzem um mel único.


7 – Em Santa Catarina, as abelhas produzem mais de 100 tipos de mel
O estado possui uma grande diversidade de plantas e tipos de solo, e, consequentemente, de composição do néctar. Isso possibilita que as abelhas produzam mais de 100 tipos de méis silvestres com cor, aroma, sabor e consistência diferentes.

Nota técnica da Epagri traz orientações para evitar superprodução de macroalga em SC

 Recentemente, a região da Grande Florianópolis sofreu com um conflito: pescadores passaram a capturar grandes quantidades da macroalga Kappaphycus alvarezii em suas redes. Ao mesmo tempo, acontecia a deposição de grandes volumes delas em costões e praias, evento popularmente conhecido como arribamento. 

Produtores devem plantar somente a quantidade que irão vender (Fotos: Aires Mariga / Epagri)

Com o período da entressafra da macroalga e a colheita da planta finalizada, a situação foi normalizada. Contudo, já preocupada com a próxima safra que inicia em setembro, a Epagri divulgou uma nota técnica, assinada por Alex Alves dos Santos, pesquisador do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap). A nota explica o motivo da presença da macroalga em redes de pesca e do arribamento e apresenta as medidas para contê-los. 

Em março de 2024, foi verificada uma superprodução de macroalgas na região da Grande Florianópolis, que levou à captura excessiva em redes, bem como à deposição delas em praias e costões. A nota detalha as medidas que devem ser adotadas pelos maricultores para que a superprodução não volte a ocorrer. 

Recomendações

A recomendação é para que, na próxima safra, os produtores que usam o sistema tie-tie plantem os ramos com 15 gramas e façam a colheita quando eles atingirem 500g de peso. Cabe aos maricultores também a responsabilidade de plantar somente a quantidade que irão vender, seguindo um planejamento de produção junto aos potenciais compradores, registrado por meio de contrato de compra e venda. Os maricultores também estão orientados a colher as macroalgas e dar a elas destinação adequada quando não ocorrer a venda. 

A nota técnica destaca ainda a necessidade de ações para que as regulamentações estabelecidas sejam obedecidas e as fiscalizações intensificadas, além da adequação da legislação e da produção. 

Importante destacar que somente maricultores autorizados pela União podem cultivar a macroalga K. alvarezii. Desta forma, a recomendação para futuros compradores é de que a transação comercial seja realizada somente com emissão de nota do produtor, evitando, dessa forma, o comércio informal com produtores não autorizados.

Superprodução

Segundo a nota técnica, Santa Catarina registrou superprodução de macroalgas na safra 2023/24, chegando 1.000 toneladas. Na safra 2022/23 o Estado produziu 300,35 toneladas do produto. 

A produção de 1.000 toneladas implica em uma oferta de 15 a 20 t/dia de macroalgas. No entanto, a capacidade operacional máxima de transformação da macroalga em extrato líquido da única empresa compradora em Santa Catarina é de 6 t/dia. Como resultado, a venda da produção não foi realizada conforme a expectativa e as algas foram mantidas no mar. Assim, elas continuaram crescendo e se desprendendo das estruturas de cultivo por excesso de peso.

 
SC produziu 1.000 toneladas de macroalga na safra 2023/24


Vários fatores contribuíram para a superpopulação, entre eles a ausência de inverno rigoroso em 2022 e 2023, já que, diante do frio intenso, os cultivos são interrompidos, pois aproximadamente 99% das macroalgas morrem em decorrência das baixas temperaturas do mar. Houve também uma  intensa migração de maricultores para o cultivo da K. alvarezii. A falta de experiência dos produtores no cultivo da macroalga foi outro fator determinante, levando a erros que incluem colheita em momento inadequado, falta de planejamento da produção e venda sem a devida fundamentação em contrato.

O cultivo da macroalga teve início em Santa Catarina em 2020, com o intuito de diversificar a produção e aumentar a geração de receita em fazendas marinhas.